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Loja sobre rodas dobra a renda de vendedora de itens de beleza

Vanessa Marques 
Manaus (AM)

Uma vendedora, uma cliente e, entre elas, um catálogo. Assim funciona um dos modelos mais tradicionais conhecidos no varejo, a venda direta (aquela feita porta a porta, no trabalho, faculdade ou outros locais).  A personagem da coluna dessa semana era uma dessas revendedoras, mas com um pouco de ousadia e criatividade, mudou a maneira de atender suas clientes, montou uma loja móvel,  ficou ainda mais próxima da clientela e dobrou sua renda.

Monica Belmont, de 34 anos, é consultora há mais de 10 anos e, desde maio do ano passado, possui uma van adaptada para ser uma “loja sobre rodas”. “Eu sempre tive a vontade de ter uma loja física, mas o custo é muito alto, então juntei umas economias e fiz empréstimos para comprar o carro já usado,  para não sair muito caro, e fui montando a loja móvel aos poucos”, explicou.

Para colocar a “novidade” em funcionamento, ela levou pelo menos cinco meses. “Primeiro comprei a van, depois mandei fazer os armários, coloquei a iluminação, o ar condicionado. Foi devagar, mas no fim ficou do jeito que imaginei”, comemora.

Monica vende cosméticos de diversas marcas, como O Boticário, Avon e marcas importadas, mas o carro chefe da sua loja móvel são produtos Natura. “São os mais procurados e o que me dá uma maior margem de lucros”, explica ela, que há quatro anos largou o emprego para viver apenas das vendas.

Inquietação

Monica lembra que antes vendia cosméticos no trabalho e entre as amigas. “No início era uma consultora comum, daquelas que levava os catálogos, a  cliente escolhia os produtos e esperava o pedido chegar, mas aquilo me incomodava, então comecei a montar estoque de produtos, assim ficava mais fácil para a cliente decidir o que comprar”, contou ela, que logo estava com a mala do carro cheia de produtos.

 

 

Da mala do carro para uma van toda equipada e recheada de produtos de beleza, Monica levou um tempo. “Eu ia na casa ou no trabalho das clientes, abria a mala do carro e mostrava meus produtos. Até que aquilo me inquietou novamente, o que antes era prático, já não me parecia confortável para as clientes, porque elas ficavam em pé, às vezes a venda era feita na calçada e a vontade de ter uma loja física foi crescendo”, recorda.

Desde que abriu a loja móvel, a consultora tem participado de feiras de beleza, eventos de empresas e já conseguiu dobrar o faturamento e pagar 80% do que investiu.

FONTE: A Crítica